11 abr 2015
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O amor não é mais o mesmo.

Talvez, bem antes mesmo do termo “amor” ser inventado por Johann Wolfgang von Goethe, escritor alemão do século XIX, ele já fosse assunto de conversas por aí. E, de lá pra cá, se tornou tema de músicas, filmes, poesias e todas as formas de declaração que possam existir.

Com o passar dos anos, a forma de amar foi se transformando. Não é a toa que os nossos avós e pais têm histórias bem diferentes quando resolvem nos contar sobre sua vida amorosa.

amor

E a pergunta que não quer calar é: e o amor de hoje, do século XXI? Ao conversar com várias pessoas, percebo que, mais uma vez, há algo diferente. Tem muita gente reclamando que ninguém consegue mais se relacionar com ninguém. E eu não estranho esse fato.

Crescemos com filmes e livros que ensinam a fazer joguinhos, ouvindo que homens não prestam e que mulheres são loucas para casar, que compromisso sério sempre acaba em traição ou decepções e que não vale a pena se envolver com alguém antes de aproveitar tudo o que a vida tem a nos oferecer.

Na contramão, sofremos uma pressão gigante para “darmos um jeito” e arrumar um namorado/namorada e subir logo ao altar. Como se fosse fácil encontrar a tal pessoa certa na próxima esquina.

Fato é que, as pessoas hoje têm muita liberdade, conquistada por mudanças legais e estruturais na sociedade. Antes, o destino considerado correto para homens e mulheres era mesmo o casamento. Mesmo fadado ao fracasso. Hoje, todos podem escolher viajar pelo mundo, se relacionar sem a necessidade de um compromisso,ficar solteiros, dizer o “sim” após os 30 ou mesmo, aos 20 e aos 80. Somos livres. E, embora isso seja lindo, às vezes traz uma insegurança sem tamanho.

Não sabemos mais como agir, o que o outro realmente quer e até, o que queremos. Ora a vontade é de se jogar numa relação, ora a solteirice parece bem mais atrativa. Somos uma geração cheia de possibilidades e muitas vezes, perdida, sem saber qual caminho seguir.

amor

Outro problema é que, estamos com muita pressa. Tudo acontece muito rápido, são muitas informações e pouca análise e absorção. Queremos que dê certo com o outro em um período curto e nem sempre os dois estão no mesmo ritmo. Nos pressionamos para fazer acontecer e não deixamos que as coisas aconteçam naturalmente. E daí, tudo desanda.

E nessas horas, o meu consolo é lembrar daquele tal de “amor”, palavra de uso sugerido há dois séculos. Porque, ainda que existam milhões de opções, quando ele realmente surge no coração de duas pessoas, ao mesmo tempo e com intensidades semelhantes, aí já era. Ou você se entrega, ou você perde uma grande oportunidade que a vida te deu.

Que venha o amor. Quando tiver que ser, quando for pra ser. 

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